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Jogadores do Cuiabá comemoram gol

Cuiabá foi fundado por ídolo do Flamengo e hoje é a sensação da Série B do Brasileiro

03/09/2020

Falecido em 2016 por causa de um câncer, Luís Carlos Tóffoli, o Gaúcho, era apaixonado por pescaria. O ídolo do Flamengo, campeão do Brasileiro de 1992 e da Copa do Brasil de 1990, gostava muito de ir ao Mato Grosso para exercer a atividade nos rios.

Em 2001, ele resolveu abrir uma escolinha de futebol para crianças e viu a oportunidade de montar um clube-empresa. Foi criado o Cuiabá Esporte Clube, atual líder da Série B do Campeonato Brasileiro de 2020, com 14 pontos ganhos.

Gaúcho escolheu como mascote do time o peixe dourado, que é um símbolo da região do Pantanal. Além disso, colocou as cores verde e amarela como oficiais da equipe. O ex-atacante também teve participação como um dos compositores do hino do clube junto com dois amigos.

Em dois anos, o time passou a disputar competições profissionais até se licenciar, em 2006, quando Gaúcho rompeu a sociedade.

O retorno do Cuiabá aconteceu em 2009, quando a família Dresch, dona de indústrias de borracha no Mato Grosso, adquiriu a equipe.

“Nós patrocinamos por três anos o clube e saímos em 2005. Quando Cuiabá foi confirmada como sede da Copa do Mundo, a gente buscou uma reaproximação e compramos o clube”, disse Cristiano Dresch, vice-presidente do clube, ao ESPN.com.br.

Ele comanda, ao lado do irmão Alessandro Dresch, o clube que venceu duas vezes a Copa Verde e nove edições do Estadual, além de conseguir os acessos nas Séries D e C Nacionais.

Veja a entrevista com Cristiano Dresch:

Projeto a longo prazo

O projeto inicial era chegar à Série B do Brasileiro. Quando chegamos o time estava licenciado e começamos pela segunda divisão Estadual. Em 2011, já fomos campeões estaduais e jogamos a Série D pela primeira vez e subimos para a Série C. Ficamos sete anos na Série C e conseguimos o acesso para a B em 2018. Ano passado foi um ano de aprendizado porque o nível é muito maior. Neste ano tentamos corrigir nossas falhas e melhorar na tabela.

Maiores dificuldades em fazer futebol no Mato Grosso

Demoramos anos para conseguir construir uma imagem positiva para que os atletas possam sair de centros maiores e venham jogar em Cuiabá, que é pouco conhecida no futebol. É uma cidade muito próspera e moderna, o pessoal gosta de morar aqui.

Salários em dia e zero dívida

A gente paga salários em dia desde que foi fundado. Isso é o primeiro fator que atrai um jogador. Não possuímos nenhum tipo de dívida fiscal, trabalhista ou com fornecedor. Somos uma empresa saneada e enxuta.

Estrutura

Começamos em 2010 treinando em campo alugado, e os jogadores moravam em casas. Nós construímos um Centro de Treinamento completo para os padrões da Série B e com hotel com alimentação para os jogadores viverem. Não precisamos sair daqui para fazer pré-temporada. Do ano passado para cá investimos em melhorar o que temos e montamos um departamento médico completo também.

Estádio próprio?

Nós jogamos na Arena Pantanal, que foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Não temos pretensão de construir um estádio próprio porque temos um excelente relacionamento com o governo do Estado. Nós conseguimos controlar o custo do aluguel do estádio porque ele é modular, ou seja, a capacidade é de acordo com a nossa necessidade.

Torcida

Nossa torcida tem crescido nos últimos anos. O público aumenta de acordo com o nosso desempenho. Também temos quem torce para outros clubes grandes do Brasil e para nós também. Já tivemos público de 43 mil pessoas na final da Série C de 2018. Ano passado nosso maior público na Série B foi de 8 mil.

Trabalho

Montamos um elenco para 2020 que conhece bem a Série B. Nosso treinador, o Marcelo Chamusca, já subiu o Ceará para a primeira divisão. É uma competição longa, equilibrada e muito difícil. Queremos brigar pelas primeiras posições.

Campanha em 2020

É uma equipe muito equilibrada e temos pés no chão. Não vamos nos deslumbrar porque sabemos que teremos altos e baixos. Queremos minimizar os momentos de baixa e estamos nos reforçando em alguns setores. A COVID-19 e as lesões vão pesar muito no torneio. Nosso objetivo é lutar até o fim por uma vaga. Temos outras equipes que estão na briga.

Orçamento

Não divulgamos números, mas a Série B é inviável financeiramente. A arrecadação é muito menor do que a Série A. Precisamos melhorar o produtor e melhorar o valor das cotas de televisão. O Cuiabá está atrás dos principais clubes da Série B em termos de folha salarial, mas está à frente por ser um clube enxuto e o dia a dia é administrado com muita rigidez.

Base e revelação

Estamos reformulando a base e vamos construir um CT para a base. Nossa ideia é recomeçar com uma escolinha na cidade e aproveitar os garotos da região, que saem para outros lugares hoje em dia. O jogador mais conhecido que revelamos é o lateral-esquerdo Natanael, do Internacional.