Fabio concede entrevista coletiva no Cruzeiro

Fábio diz que Ceni prejudicou Cruzeiro por relacionamento ruim com atletas e critica gestão de grupo do técnico

03/05/2022

O goleiro Fábio criticou a forma como Rogério Ceni conduziu o elenco no Cruzeiro


O goleiro Fábio disse que o relacionamento de Rogério Ceni com o elenco prejudicou o Cruzeiro em 2019, quando o time celeste foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro. De acordo com o arqueiro, o problema do treinador não era somente com os “medalhões” do grupo celeste.

“Tenho certeza que o que prejudicou foi o relacionamento diário, a gestão de grupo, não só com os jogadores mais experientes, até com os mais jovens. Foi acontecendo no dia a dia nos jogos, algumas declarações, tanto do lado dos jogadores como depois do Rogério em algumas entrevistas. isso aí foi prejudicando, desgastando nesse aspecto”, disse no programa “Arena SBT”, desta segunda-feira (2).

Atualmente no Fluminense, Fábio reclamou da forma que saiu do Cruzeiro, que rompeu seu contrato mesmo após ele ter renovado vínculo com a antiga gestão. 

“Só tenho a agradecer esse carinho e esse reconhecimento pelo meu trabalho, a dedicação que eu tive ao longo de 18 anos. Tive oportunidade de sair do Cruzeiro, mas em momento algum passou pela minha cabeça, porque iria me sentir ingrato. Lógico que tem várias formas, com transparência e dignidade, e agora é uma página nova, aqui no Fluminense vai ser da mesma forma, com dedicação e respeito à camisa, pela oportunidade que o Fluminense me deu”, disse.

Após a mudança para SAF, sob o comando de Ronaldo Fenômeno, o goleiro foi dispensado pela empresa que comanda o time desde janeiro.

“Eu já tinha renovado com o presidente antes de viajar de férias, ficaram faltando detalhes de como ia ser feito o contrato, mas até tem foto minha com o presidente, com a camisa de mil jogos que poderia alcançar essa marca nesse ano de 2022. Saí de férias, tudo resolvido, porque o que vale para mim é a palavra, sempre foi assim. A confiança sempre foi no Cruzeiro, com as pessoas que tive oportunidade de trabalhar lá, muito corretas. Infelizmente, eles não tiveram essa mesma conduta nessa gestão. Abri mão de tudo que poderia abrir, do que já tinha renovado, abaixei o salário, até abaixo do teto, fiz de tudo, só a forma que agiram comigo que não foi correta. Aí se fala muitas coisas, de comportamento difícil. Se fosse difícil, não tinha ficado 18 anos.”